P/
Juliana Gosne é artista visual baseada no Rio de Janeiro, RJ, que transforma sonhos e objetos encontrados em laboratórios poéticos de criação. Sua prática atravessa desenho, pintura e escultura, dando nova vida a fragmentos e fragmentos do cotidiano, legitimando o que normalmente seria descartado e transformando o “lixo” em matéria simbólica, imaginativa e investigativa. Ao ressignificar objetos e memórias, Gosne propõe uma reflexão sobre consumo, descarte e valorização do invisível, estabelecendo um diálogo com questões sociais e políticas contemporâneas. Nas suas pinturas, cria universos oníricos e mágicos, onde núcleos, formas e símbolos se entrelaçam, revelando narrativas visuais que flutuam entre memória, mito e imaginação. Inspirada pelo surrealismo e pelo abstrato, ela vê o sonho como espaço de experimentação, onde signos, memórias e imagens se condensam, ativando novas narrativas, modos de percepção e experiências poéticas. Suas obras convidam o espectador a entrar nesse processo de hermenêutica visual, em que imaginação, cotidiano e memória se encontram e se reconfiguram.
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Academicamente, Juliana é bacharelada em Artes Visuais com foco em escultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro
(UFRJ, 2020–presente), tendo cursado extensão universitária em práticas expositivas e laboratório de projetos (UFRJ, 2022–2023) e curso de gravura no SESC Tijuca (2025).
Entre suas exposições coletivas recentes destacam-se: Abertura da Casa Micasa, (Jacarepaguá, 2021), Reinauguração do Atelier Insana (Fábrica Bhering, 2021), Mulheres da Zona Oeste (Micasa, 2022), Corpocosmo (Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica, 2023), Deposi Tu (Labproa, 2023), Casa Caminhoá (Horto, 2024), Exposição Bhering de Portas Abertas (2025), Areninha Cultural Jacob do Bandolim (Jacarepaguá, 2025) e Abraço Coletivo - Lanchonete Lanchonete (Rio de Janeiro, 2025).
Sua prática também inclui experiências curatoriais e colaborativas, como mediação de instalação expositiva e assistência de pintura ao artista Chourouk Hriech no Museu do Amanhã (2023), consolidando seu envolvimento com processos de criação coletiva e exposição de obras.
Enraizada em memória, cotidiano e imaginação, a pesquisa de Gosne propõe encontros inesperados entre percepção e sonho, abrindo espaço para novas narrativas visuais e poéticas, onde o espectador é convidado a participar da construção de sentido de cada obra.
(ATUALIZADO JAN 2026)
E/
Juliana Gosne is a visual artist based in Rio de Janeiro, Brazil, who transforms dreams and found objects into poetic laboratories of creation. Her practice spans drawing, painting, and sculpture, giving new life to everyday fragments and waste, legitimizing what would normally be discarded, and transforming “trash” into symbolic, imaginative, and investigative material. By re-signifying objects and memories, Gosne reflects on consumption, disposal, and the valorization of the invisible, engaging with contemporary social and political issues. In her paintings, she creates dreamlike and magical universes, where colors, forms, and symbols intertwine, revealing visual narratives that hover between memory, myth, and imagination. Inspired by surrealism and abstraction, she views dreams as experimental spaces, where signs, memories, and images condense, activating new narratives, modes of perception, and poetic experiences. Her work invites viewers to enter a process of visual hermeneutics, where imagination, everyday life, memory, and social responsibility intersect and are reconfigured.
Academically, Juliana holds a Bachelor’s degree in Visual Arts with a focus on Sculpture from the Federal University of Rio de Janeiro (UFRJ, 2020–present), with additional studies in exhibition practices and project laboratories (UFRJ, 2022–2023) and printmaking at SESC Tijuca (2025).
Her recent group exhibitions include: Abertura da Casa (Micasa, 2021), Reinauguração do Atelier Insana (Fábrica Bhering, 2021), Mulheres da Zona Oeste (Micasa, 2022), Corpocosmo (Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica, 2023), Deposi Tu (Labproa, 2023), Casa Caminhoá (Horto, 2024), Exposição Bhering de Portas Abertas (2025), Areninha Cultural Jacob do Bandolim (2025), and Abraço Coletivo (Lanchonete Lanchonete, 2025).
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Her practice also includes curatorial and collaborative experiences, such as mediating installation projects and assisting the artist Chourouk Hriech in painting at the Museu do Amanhã (2023), reinforcing her engagement with collective creation and exhibition processes.
Rooted in memory, everyday life, and imagination, Gosne’s research proposes unexpected encounters between perception, dreams, and social responsibility, opening space for new visual and poetic narratives, where the viewer is invited to participate in the construction of meaning for each work.
(UPDATED JAN 2026)
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